Tag Archive: administração

Olá pessoal!

Hoje voltamos com a série de artigos que trata sobre as rotinas administrativas do Clusterware.

Hoje veremos com um pouco mais de detalhes o srvctl.

O srvctl, também é conhecido como service control.

Algumas características do srvctl:

  • Pode ser executado a partir de qualquer nó;
  • Deve ser executado com o usuário oracle;
  • Controla todos os nós;
  • Comando preferencial para interromper e iniciar recursos do cluster;
  • Administra nodeapps, listeners, ASM, instâncias, bancos de dados e serviços de banco de dados.

Alguns exemplos de uso:

Interromper o serviço producao do banco de dados mvdb:

srvctl stop service -d mvdb -s producao

Interromper a instância MVDB1 do banco de dados mvdb:

srvctl stop instance -d mvdb -i mvdb1

Interromper o ASM do nó mvrac1:

srvctl stop asm -n mvrac1

Interromper o listener do nó mvrac1:

srvctl stop listener -n mvrac1

Interromper os nodeapps do nó mvrac1:

srvctl stop nodeapps -n mvrac1

Interromper a instância mvdb1 do banco de dados mvdb com shutdown abort:

srvctl stop instance -d mvdb -i mvdb1 -o abort

Iniciar os nodeapps do nó mvdb1:

srvctl start nodeapps -n mvrac1

O Listener é iniciado/interrompido junto com os nodeapps.

Iniciar o listener:

srvctl start listener -n mvrac1

Iniciar o ASM do nó mvrac1:

srvctl start asm -n mvrac1

Iniciar a instância mvdb1 do banco de dados mvdb:

srvctl start instance -d mvdb -i mvdb1

Iniciar o serviço producao do banco de dados mvdb:

srvctl start service -d mvdb -s producao

Interromper o banco de dados mvdb:

srvctl stop database -d mvdb

Iniciar o banco de dados mvdb:

srvctl start database -d mvdb

Observem que é muito prático interromper o banco de dados mvdb a partir de um único comando. Se o DBA quiser interromper o banco de dados através do SQL*Plus, o comando shutdown immediate será realizado somente na instância em que estiver conectado, ou seja, o banco de dados continuará em execução nas outras instâncias. Se o BD estivesse em execução em 6 instâncias/nós, e o DBA quisesse baixar o BD através do SQL*Plus, ele teria que emitir o comando shutdown immediate seis vezes. Já com o srvctl, apenas um comando é necessário.

Se o recurso a ser baixado é uma instância, o banco de dados também deverá ser especificado.

Se o recurso a ser baixado for listener/nodeapps/ASM, basta especificar o nó onde a ação deve ser realizada.

Vamos supor a seguinte situação:

Já temos nosso ambiente em Oracle RAC Standard Edition (máximo de 4 sockets de CPU por cluster), com 2 nós, na empresa onde trabalhamos.

Este ambiente é bem parecido com o ambiente que temos aqui no blog:

  • 2 nós;
  • 1 banco de dados;
    • 2 instâncias de BD.

Este ambiente já existe há 5 anos. E, por conta disso, a empresa decide comprar servidores novos, para obter ganho de processamento e, além disso, ter hardware novo nunca é ruim, não é mesmo?

Como serão adquiridos servidores novos, desejamos realizar instalações novas do Clusterware e Patchset, e trazer o banco de dados que roda nos “servidores antigos” para estes novos servidores.

Portanto, o primeiro passo é instalar o Clusterware nos novos servidores, com IP’s públicos e VIP’s diferentes do cluster atual, para não haver impacto para os usuários.

Com o Clusterware instalado nos novos servidores, faremos a instalação do ASM e criação dos respectivos DG’s (respeitando inclusive os nomes, de preferência). O próximo passo é migrar o banco de dados para o novo cluster.

Desde que os IP’s públicos e VIP’s do novo cluster não estejam registrados no OCR, podemos deixar os servidores com os mesmos hostnames do cluster antigo (mvrac1 e mvrac2, mvrac1-vip, mvrac2-vip, e assim por diante).

Podemos realizar estas tarefas com o ambiente antigo/atual de cluster em operação. Quando levarmos o backup do BD para o novo cluster, podemos deixar este BD montado e aplicando os archivelogs gerados no cluster antigo/atual, como se fosse um standby.

No entanto, esse banco de dados no novo cluster ainda não está registrado no OCR. Com isso, não é possível realizar as operações de load balance e failover. Além disso, os IP’s VIP que ainda rodam no cluster “antigo”, devem ir para o novo cluster.

Neste momento, devemos baixar BD e ASM do cluster antigo, além dos nodeapps.

Em seguida, faremos o OPEN do banco de dados no cluster novo.

Portanto, após subir o banco de dados Oracle RAC nos servidores novos, o seguinte passo deve ser feito:

Registrar o banco de dados no OCR:

srvctl add database -d mvdb -o /u01/app/oracle/product/10.2.0/db_1 -p +DG_DADOS/spfilemvdb.ora -s open -y automatic

Registrar as instâncias mvdb1 e mvdb2 no OCR:

srvtl add instance -d mvdb -i mvdb1 -n mvrac1
srvtl add instance -d mvdb -i mvdb2 -n mvrac2

Se o registro foi feito incorretamente, basta excluir e refazer.

Para remover o BD do OCR:

srvctl remove database -d mvdb

Para remover as instâncias do OCR:

srvctl remove instance -d mvdb -i mvdb1 -n mvrac1
srvctl remove instance -d mvdb -i mvdb2 -n mvrac2

Para deixar o recurso de startup automático do banco desabilitado:

srvctl modify database -d mvdb -y manual

Alterar os VIP’s dos 2 nós no cluster novo:

srvctl modify nodeapps -n mvrac1 -A 172.23.10.21/255.255.255.0/eth0
srvctl modify nodeapps -n mvrac2 -A 172.23.10.22/255.255.255.0/eth0

Alterar o arquivo /etc/hosts dos servidores do cluster novo para refletir a mudança do VIP realizada acima.

Subir os nodeapps no cluster novo.

Pronto! Neste momento o cluster novo já responde pelos mesmos nomes e IP’s do cluster antigo.

Caso queira deixar o ambiente de cluster do cluster antigo operacional, basta alterar os VIP’s através do srvctl, como realizado acima, só não esqueça de alterar o arquivo /etc/hosts após a mudança.

Neste artigo vimos como iniciar e interromper recursos no cluster. Além disso, vimos também como registrar, remover e modificar recursos no OCR.

Espero que este artigo seja útil!

Continuaremos com a continuação desta série em breve.

Um abraço!

Vinicius







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Olá pessoal!

Hoje voltamos com a série de artigos que trata sobre as rotinas administrativas do Clusterware.

Hoje veremos com um pouco mais de detalhes o crsctl.

O crsctl, também é conhecido como cluster control.

Algumas características do crsctl:

  • Pode ser executado a partir de qualquer nó;
  • Deve sempre ser executado com o usuário root;
  • Controla todos os nós (exceto o start/stop);
  • É a principal ferramenta de administração do Clusterware;
  • Utilizado para verificação e alteração de parâmetros (indicado somente sob a solicitação do Suporte Oracle);
  • Utilizado para debug do Clusterware;
  • Rotinas administrativas do Clusterware.

Alguns exemplos de uso:

Para verificar o status de TODOS os daemons do Clusterware:

/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl check crs

Para verificar o status do CRSD:

/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl check crsd

Para verificar o status do EVMD:

/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl check evmd

Para verificar o status do CSSD:

/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl check cssd

Para verificar as versões do Clusterware:

/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl query crs activeversion
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl query crs softwareversion

Para verificar (e alterar) parâmetros:

/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl get css misscount
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl get css disktimeout
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl set css misscount 3600
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl set css disktimeout 3600

Para Listar módulos do cluster

/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl lsmodules crs
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl lsmodules css
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl lsmodules evm

Para habilitar o debug de um módulo e um recurso:

/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl debug log crs “CRSCOMM:3”  # Vai de 0 a 5
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl debug log res “ora.rac1.vip:5”

Para debugar todos os recursos:
Editar o script $ORA_CRS_HOME/bin/racgwrap e definir a variável _USR_ORA_DEBUG como 1

Para exibir os Voting Disks:

/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl query css votedisk

Para migrar os Voting Disks de raw devices para block devices (essa atividade foi feita também em outro post) – relembre aqui:

Como root, nos nós rac1 e rac2:

/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl stop crs

Como root, apenas em um nó. Como exemplo, no nó 1:

/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl add css votedisk /dev/voting1 -force
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl add css votedisk /dev/voting2 -force
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl add css votedisk /dev/voting3 -force
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl query css votedisk
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl delete css votedisk /dev/raw/raw1 -force
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl delete css votedisk /dev/raw/raw3 -force
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl delete css votedisk /dev/raw/raw5 -force
/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl query css votedisk

Como root nos nós rac1 e rac2:

/u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl start crs

Como puderam ver, o crsctl é utilizado em muitos casos.

Geralmente habilitamos o debug ou alteramos parâmetros sob solicitação do Suporte Oracle mediante algum problema no ambiente.

O objetivo deste post, assim como todos os outros que eu coloco neste blog, não é preparar você para uma prova de certificação, mas, sim para prepará-lo para trabalhar no mundo real.

No próximo artigo, veremos como funciona o srvctl.

Um abraço!

Vinicius







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Olá pessoal!

Depois de um longo tempo sem atualizar o blog, voltamos hoje com o início da série de artigos que tratará sobre as rotinas administrativas do Clusterware.

Esse primeiro artigo tratará sobre o start e stop do Clusterware.

Não explicarei em detalhes sobre os binários que utilizaremos para parar os recursos do cluster, pois isso será tratado nos artigos subsequentes. O objetivo deste artigo é deixar você preparado para inicializar e interromper os recursos individualmente ou globalmente.

Vamos lá?

Começaremos com a interrupção de todos os recursos do cluster num nó específico. Para isso, é necessário utilizar o binário crsctl que está em $ORA_CRS_HOME, a execução deste binário deve ser feita através do usuário root.

O atual status dos componentes do cluster é:

[oracle@mvrac1 ~]$ crsstat
HA Resource                                        Target     State
-----------                                        ------     -----
ora.mvdb.db                                        ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvdb.mvdb1.inst                                ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvdb.mvdb2.inst                                ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvdb.producao.cs                               ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvdb.producao.mvdb1.srv                        ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvdb.producao.mvdb2.srv                        ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac1.ASM1.asm                                ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvrac1.LISTENER_MVRAC1.lsnr                    ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvrac1.gsd                                     ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvrac1.ons                                     ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvrac1.vip                                     ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvrac2.ASM2.asm                                ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac2.LISTENER_MVRAC2.lsnr                    ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac2.gsd                                     ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac2.ons                                     ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac2.vip                                     ONLINE     ONLINE on mvrac2

Podemos observar que todos os recursos do cluster estão ONLINE. Tanto no nó mvrac1 quanto no mvrac2.

Vamos supor que a equipe de infra-estrutura precisa realizar a atualização de um firmware de uma placa do servidor. Ou trocar um processador, ou aumentar memória, enfim, qualquer atividade que exija a interrupção do servidor.

Como utilizamos o Oracle RAC, o ambiente de Banco de Dados não ficará indisponível pois temos dois servidores que executam o banco de dados, desta forma, podemos interromper tranquilamente o servidor que passará pela manutenção, com a garantia que o ambiente de banco de dados continuará disponível aos usuários.

O servidor que passará pela manutenção é o mvrac1. Desta forma, com o usuário root, executaremos o binário crsctl da seguinte forma:

[root@mvrac1 ~]# /u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl stop crs
Stopping resources. This could take several minutes.
Successfully stopped CRS resources.
Stopping CSSD.
Shutting down CSS daemon.
Shutdown request successfully issued.

Vejam que a sintaxe é: crsctl stop crs.

Eu estou solicitando através do crsctl interromper todo o crs (cluster), mas o binário crsctl quando utilizado com as palavras-chave start ou stop, tratará apenas do nó onde é executado, ou seja, interromperá todos os recursos no nó onde o “crsctl stop crs” foi executado, neste caso, o nó mvrac1.

Vamos agora no servidor mvrac2 verificar o status dos recursos do cluster após a interrupção dos recursos no nó mvrac1.

[oracle@mvrac2 crsd]$ crsstat
HA Resource                                        Target     State
-----------                                        ------     -----
ora.mvdb.db                                        ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvdb.mvdb1.inst                                ONLINE     OFFLINE
ora.mvdb.mvdb2.inst                                ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvdb.producao.cs                               ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvdb.producao.mvdb1.srv                        ONLINE     OFFLINE
ora.mvdb.producao.mvdb2.srv                        ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac1.ASM1.asm                                ONLINE     OFFLINE
ora.mvrac1.LISTENER_MVRAC1.lsnr                    ONLINE     OFFLINE
ora.mvrac1.gsd                                     ONLINE     OFFLINE
ora.mvrac1.ons                                     ONLINE     OFFLINE
ora.mvrac1.vip                                     ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac2.ASM2.asm                                ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac2.LISTENER_MVRAC2.lsnr                    ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac2.gsd                                     ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac2.ons                                     ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac2.vip                                     ONLINE     ONLINE on mvrac2

Observem que o recurso ora.mvrac1.vip que é o recurso que controla o VIP (IP Virtual) do nó mvrac1 está agora online no servidor mvrac2. Esse é o comportamento padrão do Clusterware. Quando os recursos são interrompidos através do crsctl, o IP virtual é remanejado para outro servidor que estiver ativo no cluster.

Os recursos são interrompidos na seguinte ordem:

1) Serviços de BD;

2) BD;

3) ASM;

4) Nodeapps (Listener, GSD, ONS e VIP).

Muito bem, para inicializar os recursos do cluster no nó mvrac1, basta utilizar o crsctl com a palavra-chave start, com o usuário root:

[root@mvrac1 ~]# /u01/app/oracle/product/10.2.0/crs/bin/crsctl start crs
Attempting to start CRS stack
The CRS stack will be started shortly

Após isso, vamos verificar o status dos recursos do cluster:

[oracle@mvrac1 ~]$ crsstat
HA Resource                                        Target     State
-----------                                        ------     -----
ora.mvdb.db                                        ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvdb.mvdb1.inst                                ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvdb.mvdb2.inst                                ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvdb.producao.cs                               ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvdb.producao.mvdb1.srv                        ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvdb.producao.mvdb2.srv                        ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac1.ASM1.asm                                ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvrac1.LISTENER_MVRAC1.lsnr                    ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvrac1.gsd                                     ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvrac1.ons                                     ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvrac1.vip                                     ONLINE     ONLINE on mvrac1
ora.mvrac2.ASM2.asm                                ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac2.LISTENER_MVRAC2.lsnr                    ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac2.gsd                                     ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac2.ons                                     ONLINE     ONLINE on mvrac2
ora.mvrac2.vip                                     ONLINE     ONLINE on mvrac2

Os recursos são inicializados na seguinte ordem:

1) Nodeapps (Listener, GSD, ONS e VIP);

2) ASM;

3) BD;

4) Serviços de BD.

Agora que já sabemos inicializar/interromper todos os recursos do cluster num nó, vamos ver como interrompemos serviços específicos do cluster num nó, ou então em todo o cluster.

Vamos supor que eu precise alterar um parâmetro somente numa instância, como por exemplo, a quantidade definida para a SGA. A instância que terá o parâmetro alterado é a instância mvdb1, que está em execução no servidor mvrac1:

SQL> alter system set sga_max_size=175m scope=spfile sid='mvdb1';

System altered.

SQL> alter system set sga_target=175m scope=spfile sid='mvdb1';

System altered.

Após alterar o parâmetro, é necessário reiniciar a instância.

Agora utilizaremos o binário srvctl, neste momento, verificaremos apenas as funções de start/stop deste binário. Ele é utilizado para interromper recursos específicos, em todo o cluster ou apenas em nós específicos.

  • Instância de BD:

Para interromper a instância mvdb1, basta executar o seguinte:

[oracle@mvrac1 ~]$ srvctl stop instance -d mvdb -i mvdb1

A sintaxe é: srvctl stop instance -d <DBNAME> -i <INSTANCE_NAME> -o <OPTION_SHUTDOWN>

Exemplos:

srvctl stop instance -d mvdb -i mvdb1 -o abort
srvctl stop instance -d mvdb -i mvdb1 -o transactional

A opção default para o shutdown é a IMMEDIATE.

Para fazer o start o srvctl segue a mesma lógica:

[oracle@mvrac1 ~]$ srvctl start instance -d mvdb -i mvdb1

A sintaxe é: srvctl start instance -d <DBNAME> -i <INSTANCE_NAME> -o <OPTION_STARTUP>

Exemplos:

srvctl start instance -d mvdb -i mvdb1 -o nomount
srvctl start instance -d mvdb -i mvdb1 -o mount

A opção default para o shutdown é a OPEN.

  • Banco de Dados

Assim como baixamos apenas uma instância, podemos também realizar o stop/start de todo o banco de dados, ou seja, todas as instâncias associadas a este banco de dados:

[oracle@mvrac1 ~]$ srvctl stop database -d mvdb

Sua sintaxe é: srvctl stop database -d <DBNAME> -o <OPTION_SHUTDOWN>

Exemplos:

srvctl stop database -d mvdb -o abort
srvctl stop database -d mvdb -o transactional

A opção default para o shutdown é a IMMEDIATE.

Para fazer o startup do banco de dados:

[oracle@mvrac1 ~]$ srvctl start database -d mvdb

Sua sintaxe é: srvctl start database -d <DBNAME> -o <OPTION_STARTUP>

Exemplos:

srvctl start database -d mvdb -o nomount
srvctl start database -d mvdb -o mount

A opção default para o shutdown é a OPEN.

  • ASM

Para interromper o ASM:

[oracle@mvrac1 ~]$ srvctl stop asm -n mvrac1

A sintaxe deste comando é: srvctl stop asm -n <NODENAME>.

Como só há APENAS uma instância ASM por nó, é necessário especificar o nó quando a instância ASM for interrompida.

Para inicializar o ASM:

[oracle@mvrac1 ~]$ srvctl start asm -n mvrac1

A sintaxe deste comando é: srvctl start asm -n <NODENAME>.

Como só há APENAS uma instância ASM por nó, é necessário especificar o nó quando a instância ASM for inicializada.

  • Nodeapps

Para interromper os nodeapps:

[oracle@mvrac1 ~]$ srvctl stop nodeapps -n mvrac1

A sintaxe deste comando é: srvctl stop nodeapps -n <NODENAME> .

Para inicializar os nodeapps:

[oracle@mvrac1 ~]$ srvctl start nodeapps -n mvrac1

A sintaxe deste comando é: srvctl start nodeapps -n <NODENAME>.

  • Listener

Mesmo o Listener fazendo parte dos nodeapps, também é possível pará-lo individualmente com o srvctl.

Para interromper o Listener:

[oracle@mvrac1 ~]$ srvctl stop listener -n mvrac1

A sintaxe deste comando é: srvctl stop listener -n <NODENAME>.

Para inicializar o Listener:

[oracle@mvrac1 ~]$ srvctl start listener -n mvrac1

A sintaxe deste comando é: srvctl start listener -n <NODENAME>.

Bom, por hoje é só. No próximo artigo discutiremos com mais detalhes a utilização do crsctl (pois este não serve somente para interromper e inicializar os recursos do cluster).

Espero que este artigo seja útil.

Caso alguém tenha alguma dúvida, entre em contato através do comentário neste artigo ou então mande um e-mail para blog@viniciusdba.com.br.

Um abraço!

Vinicius







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