Olá amigos!

Depois de uma longa pausa, continuamos hoje a série de artigos que aborda a arquitetura do Oracle Clusterware.

No post de hoje, veremos sobre as redes utilizadas no Oracle Clusterware: pública e privada.

  • Pública:
    • É nessa rede que o endereço IP virtual (VIP) será inicializado;
    • As conexões realizadas através de Oracle Net (Client Oracle) ou JDBC deverão apontar para os IP’s VIP, para que haja transparência no momento do failover;
    • Em caso de falha no nó 1, o VIP será inicializado no nó 2;
    • Enquanto houver pelo menos um servidor dentro do Cluster, todos os VIP’s estarão online neste servidor;
    • Quando o servidor que sofreu o problema inicializar a camada do Cluster, o CRS tentará subir o VIP nesse servidor, por 5 tentativas, e caso não consiga, outro servidor do Cluster ficará com esse VIP online;
    • Os IP’s VIP deverão ser registrados no DNS, pois os usuários devem se conectar o hostname do VIP ao invés do endereço IP. Isso é necessário pois quando ocorre o failover, o Listener do nó que permanecerá online, reencaminhará ao Client Oracle a string de conexão do nó 2 contendo a informação do hostname do VIP, e não do endereço IP, nesse momento, a estação de trabalho deverá ter a capacidade de resolver o nome no endereço IP. Seja através de DNS ou através do arquivo hosts na estação local.
  • Privada (InterConnect):
    • É a conexão privada entre os nós do cluster;
    • O uso de cabo cross-over é permitido tecnicamente, mas não suportado pela Oracle;
    • É a mídia do Cache-Fusion: global cache;
    • Deve ter baixa latência e alta largura de banda (gigabit ethernet é recomendado);
    • Deve ser utilizado em switchs gigabit;
    • Não deve estar no mesmo switch (ou VLAN) que a rede corporativa (pública);
    • Recomendado o uso de tecnologias para garantir maior disponibilidade. No Linux, há o bond networking, onde se utiliza 2 placas de rede físicas, com 2 switches, e é criada uma interface de rede virtual, para que a a rede InterConnect nunca fique indisponível, pois se ela ficar, o nó sofrerá reboot, já que ela faz parte da arquitetura do CSS. Essa tenologia de bonding networki é chamada de network teaming em outros sistemas operacionais.

Pessoal, essa foi a forma mais simples que eu tinha de explicar sobre as redes utilizadas no Clusterware. No próximo artigo, começaremos uma série que tratará sobre a administração do Clusterware.

Abraços!

Vinicius







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